Especial: Kimi ni Todoke – Do sucesso ao declínio

kimi ni todoke headerKimi ni Todoke: que não chegue a você.

Com uma adaptação em anime televisivo de vinte e cinco episódios na primeira temporada e treze episódios na segunda, adaptação em filme live action, novel e um spin-off, Kimi ni Todoke é o que podemos chamar de maior shoujo da atualidade, tanto em termos de capital quanto em termos de… enrolação. A obra já ultrapassou a marca de vinte e cinco volumes no Japão e não há uma previsão oficial de que o fim esteja próximo. As vendas dos volumes japoneses decaíram, e o que antes vendia cerca de 500 mil cópias em sua semana de lançamento, hoje vende cerca de 200 mil cópias – apesar de ainda conseguir permanecer no top da Oricon quando um novo encadernado é lançado.

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O primeiro capítulo de Kimi ni Todoke foi lançado em setembro de 2005 na revista Betsuma, da editora Shueisha – traduzindo: a maior revista de shoujos do mundo com a maior editora de mangás –, ou seja, são apenas onze anos desde o início da história de Sawako Kuronuma; no Brasil a estreia veio a acontecer em fevereiro de 2011 com o preço de capa inicial de R$9,90 – quem diria que dava para comprar um mangá com dez reais, não é mesmo?

A questão é que, para nós, ainda é um título recente, mas imagine dedicar onze anos de sua vida com uma série que parece já estar sem rumo? Seria culpa da editora? De Karuho Shiina? Ou do púbico que sustentou o sucesso? Nesse post você confere o que Kimi ni Todoke já foi e o que ele nunca mais voltará a ser.

ATENÇÃO: este artigo contém spoilers e informações relevantes sobre o desenvolvimento da série. Prossiga a leitura por conta e risco.


O SUCESSO

Por que Kimi ni Todoke te conquistou? Por que ele conquistou tantos fãs ao longo do tempo? Acredito que seja pelo fato da autora ter feito seus personagens da maneira mais humana possível. A mídia em si, seja por meio de livros, filmes, séries, animes e mangás, muitas vezes só nos mostram figuras perfeitas demais, quase inalcançáveis, mas com Kimi ni Todoke nunca consegui sentir isso. Karuho Shiina me fez comprar a história pelas personalidades que moldou e isso sempre será o maior atrativo que a obra terá a oferecer – apesar de não justificar os erros que a mesma tem.

image5Uma protagonista diferente

Conheço diversos títulos onde a protagonista tem como maior barreira a dificuldade em fazer amigos, seja por causa do bullying ou pela simples e comum timidez. Sato Zakuri, uma das minhas autoras de shoujo favoritas, frequentemente usa como base principal personagens que precisam de um “empurrãozinho” para a interação social começar – Mairunovich e Taihen Yoku Dekimashita. estão aí para comprovar tal fato – a questão é que, mesmo Sawako Kuronuma precisando de um incentivo, ela nunca se deixou apenas por contar com Shouta Kazehaya para a magia acontecer; o agradeceu milhares de vezes pelas suas conquistas, mas o que realmente a fez conquistar as primeiras vitórias foi seu próprio esforço. Sinto falta disso hoje em dia, Sawako nunca fraquejou mesmo quando suas tentativas não davam certo, ela fez completamente o oposto de personagens dos mangás que citei acima. Contar com o apoio de alguém é uma coisa, depender dessa pessoa para todo e qualquer acontecimento já é outra história – coisa que não apoio de jeito nenhum. Sawako é a personagem fraca mais forte que conheço, e ela é o maior motivo que tenho para dizer que Kahuro Shiina fez um ótimo trabalho com suas criações.

kimini7Gente como a gente

Então, o garoto mais popular da escola, o mais bonito, um tanto quanto “frio”, se apaixona pela deslocada que sofre bullying de todos. Ele é um príncipe, perfeito, que não mostra falhas e que as vezes parece até injusto ter uma namorada tão avoada. Mas afinal de contas, ele a ama. Não, não estou falando de Kimi ni Todoke e sim de Sukitte Ii Na Yo; ao contrário de Kazehaya, Yamato Kurosawa é um deus, que não mostra defeitos, sempre convencido de si. Está aí mais um grande diferencial que a obra oferece. Em nenhum momento Kazehaya quer passar a imagem de “superior” para Sawako, e até esclarece isso em um trecho do volume número nove, onde diz:

“Eu não sou como você imagina. Não sou agradável nem trato todos de forma imparcial. Não queria que você pensasse isso de mim. Eu nunca a tratei igual aos outros.”

Sabe o que é mesmo bonito e admirável? Personagens que mostram defeitos, que não nos fazem deduzir suas falhas e que admitem logo de cara o que são ou não são. Kazehaya é gente como a gente! Vote Kazehaya para prefeito! Por um romance enrolado, mas um país transparente!

image3É tudo falsiane

A amizade é um dos melhores temas trabalhados em Kimi ni Todoke. Chizuru Yoshida e Ayane Yano estão aí para mostrar que amizade não significa apenas lanchar juntas no intervalo e falar sobre os boy magias, e sim de que amizade é proteger a pessoa que gostamos do que outras pessoas podem fazer, de escutar quando o desabafo for necessário ou simplesmente mostrar que estará lá quando e onde precisar. É engraçado. Karuho Shiina constrói uma relação entre as três que consegue ser bem convincente justamente por trabalhar com isso – ela não joga uma amizade falsa. É um desenvolvimento demorado, mas que vale a pena. Só deixando registrado que existem alguns mangás que realmente forçam um relacionamento; um exemplo deles é Honey, onde em um determinado capítulo a protagonista passa por um momento difícil, não conta para a suposta “amiga” e a mesma vira e fala:

“Pode me abraçar, eu sei que você não está bem!”

Sendo que as duas nem conversam direito! Tipo…? Mentalizou que a menina não estava bem. Vidente. Diferentona. Profeta. Mãe Diná.

kimini5O DECLÍNIO

Não escrevi esse post em apenas um dia. Conforme lia os volumes de novo, fazia anotações, escrevia um ou mais dois parágrafos, tanto que foi por causa disso que comecei a me perguntar se realmente conseguiria escrever um “declínio”; talvez seja pelo fato de ser fã, de as vezes me apegar a aquela faísca de esperança, que até metade da história não conseguia enxergar grandes defeitos. Mas veio. A autora hoje parece estar sem rumo, fazendo dramas só para prolongar o mangá ou caminhar tanto com alguns personagens, só para fazê-los darem meio volta depois. Com os motivos abaixo, Kimi ni Todoke chega ao seu declínio.

kimini10Protagonistas? Really?

Sawako e Kazehaya não tem um “grande conflito” desde o volume 17 – onde é desfecho da personalidade, desculpa o palavreado, “escrota” de Kazehaya, onde o mocinho age como se não pudesse fazer nada com a namorada e começa a evitá-la – o que, apesar de tudo, deveria ser considerado algo bom. Mesmo com o – pior e mais odioso – “arco da faculdade”, eles parecem estar bem tranquilos, com uma relação bem sólida e se acertando sempre. Ótimo pra eles, não? Acontece que graças ao troféu de “casalzinho mais feliz de Kimi ni Todoke”, a autora jogou eles de lado. Continuam sendo ótimos personagens, mas, vamos lá: com uma Chizu e um Ryu entrando em conflitos com o fato de se separarem e a garota não poder torcer por ele ou então uma Ayane que precisou terminar seu relacionamento com Kent para poder melhorar como pessoa, qual problema parece ser maior? Qual problema parece ser mais atrativo? Sawako e Kazehaya assumiram o papel de antagonistas, afinal de contas, não é de costume deixar o casal secundário, terciário, feliz antes do casal principal? Ok, não precisa ser visto apenas por esse ponto, podemos colocar outro ângulo também: como dar atenção, ou como querer continuar acompanhando esse casal, quando a autora joga problemas de outros personagens um em seguida do outro sem mostrar algo realmente relevante sobre Sawako e Kazehaya? Karuho Shiina, quem são seus protagonistas? Você já se esqueceu? Parece que sim.

kimini4Duas vezes fim

Uma vez me disseram que “a casa da dezena é a numeração mágica para shoujos” e acredito que nenhuma outra frase definiria melhor o que esse mangá já passou. Kimi ni Todoke teve oportunidade de terminar duas vezes até agora, a primeira foi no volume 11 quando Kazehaya e Sawako já tinham esclarecido seus sentimentos e haviam começado a namorar – houve também uma participação especial para o que podemos levar como um “entendimento” entre Sawako e Kurumi. O volume 18 foi a segunda chance, o casal havia se entendido depois de atitudes babacas de certo personagem masculino – cof, cof, Kaze, cof, cof Haya – e mesmo Chizu e Ayane pareciam estar se entendendo com seus romances, apesar de não estarem namorando oficialmente com ninguém. O mais legal do volume é que ele mostra uma festa de Natal entre a família da protagonista junto de seus amigos e família, e para encerrar o volume, ainda há uma conversa dos pais de Sawako onde eles dizem que a filha finalmente encontrou um lugar que se sente segura. Final oficial pra quê, não é mesmo? Kimi ni Todoke acabou aqui, óh.

kimini12Bleach em shoujo

A maioria dos shoujos acaba com seus personagens se formando no colegial ou ainda mesmo antes, tudo o que acontece depois sempre fica para a imaginação do leitor – por exemplo a redatora iludida aqui, que quando pensa em Aoharaido, imagina um Kou e uma Futaba casados em um futuro não tão distante, enfim – o que, de certa forma, considero essencial. Se arriscar para um novo arco, uma nova etapa, só deveria ser deixado para aqueles que tem todo um roteiro pronto. Mas, claro, estamos falando de Kimi ni Todoke. No volume 25 eles ainda estão tendo intrigas por causa da faculdade, sendo que tinha esperança de que já teriam passado dessa fase. Não. E nem há uma previsão de que esteja próximo. Afinal de contas, o que essa autora quer fazer? Quer levá-los para a faculdade para criar ainda mais personagens, arranjar um cara interessado na Sawako na universidade ou enrolar, no mínimo, dez anos para que eles se formem? Esse arco só serviu para mostrar que a história é infinita, que mesmo se ela quisesse, não poderia dar uma finalização qualquer agora. Vamos fazer um bolão de quanto tempo o mangá demora pra acabar. Chuto mais uma década.

kimini8ANÁLISE DE VENDAS

O post até aqui se baseia na opinião desta fã – será que ainda posso me considerar uma? – mas talvez você aí não esteja nem um pouco interessado nisso, afinal de contas, apenas argumentos pessoais não bastam. Provas são necessárias, dados são essenciais.

No ano passado fui capaz de acompanhar uma “mesa redonda” de editoras no evento Ressaca Friends, onde a editora sênior Beth Kodama, da editora Panini, fez um pronunciamento no qual acabou me fazendo refletir sobre o mercado editorial – não só o nacional, o do mundo todo talvez. Não, ela não estava se referindo a shoujo e muito menos a Kimi ni Todoke – estava falando de um dos milhares títulos shounen que temos aqui – mas que acredito que seja interessante citar:

“Não podemos tirar uma conclusão da vendagem atual da série com base na vendagem do primeiro volume da obra, é preciso pegar sempre a edição mais recente.”

Não foi com todas essas palavrinhas, porém é a ideia central, então, faço as palavras dela, as minhas.  A tabela abaixo revela a vendagem do volume 8 até o 25 da obra, todos retirados do ranking da Oricon – lembrando que são dados das edições japonesas, no Brasil não temos acesso a nada parecido.

Vendas dos volumes de Kimi ni Todoke pesquisados no Ranking Oricon desde 2008

Enquanto relia o mangá, fiz umas anotações que podem ser explicadas para vendagens altas ou baixas de certos números.

O volume 14 tem a maior vendagem da tabela, no qual se despediu com 1,099,051 milhões de cópias vendidas. Nessa edição os shippers de Chizu x Ryu fizeram a festa, já que nele há o que os fãs mais aguardavam: a declaração de Ryu. Já o  volume 15 tem 1,052,913 milhões de cópias, sendo o quarto volume mais vendido antes de sair do ranking. A maior parte dos capítulos são concentrados em Chizu e Ryu, com direito a acontecimentos do passado dos dois – o mais importante é a morte da mãe de Ryu. Não há o que falar, só sentir. (Ou chorar, porque feels.)

kimini2As edições 17 e 18 obtiveram o segundo e o terceiro lugar de melhor venda respectivamente. Isso se aplica pelo fato da primeira edição ter o tão aguardado beijo de Sawako e Kazehaya e, já o 18, é o que considero o “fim” do mangá; todos estavam felizes, os protagonistas finalmente tinham se acertado e era a hora para um belo desfecho – pena que o 19 para frente existiu.

Nem tudo na vida são flores. A história toma um rumo chatíssimo a partir do volume 19 – que inclusive é quando o pai do Kazehaya bate nele –, onde o “arco da faculdade” entra e… As vendas começam a despencar. A casa do milhão vai embora e o que toma seu lugar são grandes “mimimi” com universidades. Tudo um porre.

kimini6A edição 24, apesar de ter sido um pouquinho melhor que a edição 23 – focado principalmente na Ayane e Kent – em termos de número, gira em torno de Kazehaya e Sawako. O casal havia feito um ano de namoro, estavam felizes da vida, até que a mangaká decidiu que o casal tinha que se desentender. Um verdadeiro mal presságio para o terrível volume 25.

O volume 25 da série teve a pior vendagem desde o volume 8; de cinco semanas consecutivas no ranking, em quatro ele teve seu pior desempenho. Não irei me aprofundar em detalhes, mas os dois primeiros capítulos se focam em Chizu e Ryu, depois os outros dois em Sawako e Kazehaya. Acontece que depois de fazer tramas “relevantes” com outros casais da série, a autora criou uma discussão ridícula – muita ênfase no “ridícula”, por favor – entre o casal principal que chega a ser bem infantil e, para piorar tudo, ela ainda coloca um desfecho inaceitável. Sawako e Kazehaya não tem salvação nas mãos dessa mulher. R.I.P.

kimini3CONCLUSÃO

Torcemos por Sawako e Kazehaya. Torcemos desde o primeiro volume, porque sempre foi óbvio que se gostavam, que eram honestos com os outros, mas não com eles mesmos. Foram diversos capítulos acompanhando a trama da garota isolada e do garoto popular e a reação não foi outra do que a de comemoração quando finalmente se acertaram. “Kimi ni Todoke: que chegue a você”, certo? Acontece que essa chegada nunca é para valer, ela sempre está indo embora quando poderia ter estado ali desde o princípio. São tantos encontros e desencontros, que é quase como se os protagonistas não se conhecessem de fato. Sawako sempre precisará que Kazehaya esclareça algo e a (falta de) comunicação é o que sempre faz com que eles se desentendam.

kimini9Uma história que era para chegar até você, ao Kazehaya, a Sawako, Ayane, Ryu e Chizu, mas que depois de onze anos não chegou a ninguém.

Na verdade, chegou ao nada.

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27 comentários sobre “Especial: Kimi ni Todoke – Do sucesso ao declínio

  1. Bleach em shoujo foi a melhor definição pra kimi ni todoke que já vi. Assim como Bleach eu amei o anime e mangá por muito tempo, mas depois de tanta enrolação decidi largar ambos e dar chance a outras obras.

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  2. Boas vindas ao novo site, começando com um artigo super polêmico (pelo menos pra mim). Haha

    Eu sinceramente concordo com praticamente tudo, mas ainda é estranho pra mim falar em declínio. Ver como algo negativo deixar os protagonistas de lado é compreensível, porém as secundárias foram trabalhadas magnificamente.

    E todos concordam que o arco da faculdade é o pior e tá muito enrolado, mas ainda tem seus bons momentos (com os secundários). A Shiina pode estar meio perdida com os protagonistas, sim. Mas outra coisa é que eu amei o desenvolvimento do Kazehaya até aqui, vai de contraponto ao trecho que fala do “gente como a gente”.

    O artigo parece que tenta mostrar os pontos negativos, mas o número de elogios ficou bem maior, usando frases tipo “Acredito que seja pelo fato da autora ter feito seus personagens da maneira mais humana possível.”
    “Sawako é a personagem fraca mais forte que conheço, e ela é o maior motivo que tenho para dizer que Kahuro Shiina fez um ótimo trabalho com suas criações.”
    “Sabe o que é mesmo bonito e admirável? Personagens que mostram defeitos, que não nos fazem deduzir suas falhas e que admitem logo de cara o que são ou não são. Kazehaya é gente como a gente! ”
    “A amizade é um dos melhores temas trabalhados em Kimi ni Todoke. Chizuru Yoshida e Ayane Yano estão aí para mostrar que amizade não significa apenas lanchar juntas no intervalo e falar sobre os boy magias, e sim de que amizade é proteger a pessoa que gostamos do que outras pessoas podem fazer, de escutar quando o desabafo for necessário ou simplesmente mostrar que estará lá quando e onde precisar. ”

    E o trecho que resume KnT: É um desenvolvimento demorado, mas que vale a pena. Ainda permaneço nessa vibe. kkk

    E o que mais fica na minha mente: Não sei pra que ofender um shoujo que oferece mil coisas positivas a mais do que todos os outros. O arco atual é ruim para os protagonistas, mas os secundários tão literalmente dando conta de manter a engrenagem.

    Sobre o namoro SawaxKaze… Não existe esteriótipo de ensino médio, ali eles tem muita dificuldade em se relacionar, pedir em namoro foi muito fácil, agora manter isso sabendo que as pessoas são complicadas fica tenso. Os protagonistas tem limitações deemaaaaaais, é difícil. ~.~ Acho interessante de acompanhar, apesar de que concordo que a briga atual deles (que se chamaram de idiotas) ficou um pouco mal trabalhada, porém muito engraçada. lol Uma coisa que está faltando no mangá são momentos românticos entre eles, isso faz falta pra mim.

    Enfim, longo post, desculpem, mas sou a maior fã de KnT que eu conheço. hahaha
    Mas sou bem realista e sei reconhecer defeitos, só espero que ela termine de uma vez esse arco de faculdade (que parece estar próximo, assim como o mangá está num clima de encerramento).

    Se alguém quiser conversar, estamos ai.
    Beijos

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  3. Lindo site, já está devidamente favoritado aqui ❤

    Concordo super com o artigo, KnT já devia ter terminado. Só continuo a ler mesmo porque quero saber o desfecho da história da Chizu e Ryu (que a meu ver sempre foi muuuuuito mais interessante do que o casal principal).

    Espero mesmo que Shiina encerre esse mangá logo. Já deu o que tinha que dar, e faz tempo.

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  4. Não leio há alguns bons meses e ele ainda se encontra no arco da facul?
    Não acho que a história está em declínio, ela sempre foi assim, indo e voltando, mimimis e mais mimimis de SawaKaze, shippes que talvez não se concretizem e a velho e bom shippe que já é certo que aconteça. Esse é o KNT, essa é a história que sou mais do que uma fã, e meu personagem favorito sempre será o Sr Pin *-* HUHSUAHSAUH

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  5. Impressionante, TODO lugar sobre mangás que vou tem que ter alguém satirizando Bleach, e como é um dos meus mangás favoritos(e discordo da maioria das críticas) acabo perdendo o foco no que é proposto. E pra comentar algo relacionado: De cara percebi que Kimi ni Todoke seria enrolado ao extremo, dropei no volume 7.

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  6. Muito interessante e esclarecedor esse artigo eu só vi o anime a uns anos atras não sabia de toda a estória do shoujo muito menos de que tinha tantos anos assim .. e triste saber que a mangáka esta tendo dificuldades em finalizar o mangá ou dar uma continuação mais focada e elaborada, e complicado para nos fãs essa situação onde a sofremos juntos com uma estória em declínio digo isso por causa de toda a minha loucura por NANA e tristeza que dá em saber que poderemos não ter um final pra elas .. espero em breve ter tempo pra da uma conferida no mangá de KNT (´⌣`ʃƪ)
    Jaa ne ( ^◡^)っ ..

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  7. Concordo com quase tudo que você falou, menos com a parte de focar nos personagens secundários. Eu sinceramente gosto bastante dessa parte, porque pelo menos no shoujos que eu li, a grande maioria esquece os romances secundários, tipo Hirunaka no Ryuusei, que a Yamamori Mika mostra bem mais ou menos o que acontece com a Nekota e o Togyuu.

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  8. Eu nunca li o mangá, mas tenho vontade ^^
    O anime eu assisti mas queria ter visto bjo dos dois :3
    Shoujo sempre teve mimimi xD por isso também acho que a história não está em declínio, mas se ficar enrolando demais aí não tem como né D: perde a vontade de ler, sei lá
    “depois de onze anos não chegou a ninguém. Na verdade, chegou ao nada.” XD ri demais!!! Pura verdade!! Nem li o mangá, mas eu sei xD
    E parabéns pelo blog 🙂

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  9. Fico triste por ler esse texto, mas ao mesmo tempo aliviado por alguém o fazer. Imagino que como fã, não é fácil falar de como algo que você aprendeu a gostar decaiu.
    Kimi ni Todoke foi o primeiro shoujo que dei uma chance e gostei. Não apenas gostei, mas já assisti o anime várias vezes e comprei os mangás da Panini. Para mim, até o volume 18/19 ele ‘era o melhor shoujo da atualidade com ótimos personagens, acontecimentos empolgantes, traços lindos e tudo mais. No entanto, realmente perdi parte do meu fascínio daí em diante, quando a autora simplesmente abandonou o casal principal e se focou nos secundários. Isso por si só não seria algo ruim se o mangá fosse semanal, no entanto, como é mensal (e é um shoujo) faz parecer que história está apenas sendo esticada, que não há mais nada para acontecer.

    Com tanta enrolação até parei de ler o mangá. Fiquei cansado. Isso me faz pensar se a autora queria/quer que Kimi ni Todoke fosse o One Piece dos shoujos: gigantesco e com acontecimentos importantes bem distantes uns dos outros.

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  10. Ahá!
    Eu acompanho o mangá há anos e eu ficava sempre tão empolgado pra ler o próximo antes… Hoje em dia eu vejo os volumes novos e quando leio parece tãoooo sem conteúdo, não sei se é impressão somente minha, mas antes lia um volume e ficava todo maravilhado com o que aconteceu, agora leio os últimos e fico “que? já acabou? mas nem aconteceu nada”.
    Parece que a autora simplesmente se confortou com o dinheiro de kimi ni todoke e não quer correr o risco de acabar com a obra. Não vejo mais nada pra acontecer, parece que tudo está sendo esticado e esticado, só.
    É uma pena, era um dos mangás que mais gostava de acompanhar. Hoje em dia sinto a empolgação que sentia com Kimi ni todoke lendo Orange, logo mais sentirei com lovely complex. ❤

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  11. Post muito legal. Eu gosto de Todoke. Já vi o anime e compro o mangá, apesar de fazer um tempo que não leio. Como não estou acompanhando os capítulos recentes, posso estar enganado, mas acho que o problema de Todoke é que para um slice of life, isto é, seu trabalho é mostrar o dia a dia de forma interessante, já passou do ponto onde as coisas viraram “estagnadas”, como você disse. Mesmo que acompanhemos os outros personagens tão bem elaborados quanto a principal, existe um limite (para não dizer saco cheio). Como na maioria das vezes o dinheiro fala mais que a razão, a autora queira esticar. Mas ela pode ter suas razões. Já li que muitas mangakás se aposentam para depois cuidar da vida pessoal. É possível que a de Todoke queria espremer um pouco mais para poder pensar na vida. Mas como diz um filme “Let it go”

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  12. Olá. Eu nunca li o mangá Kimi ni Todoke. Embora tenha lido várias recomendações, soube recentemente deste “final estendido” do mangá, o que me fez desistir da compra no momento.
    Além disso, como não acompanhei o mangá publicado aqui no Brasil desde o início, fica realmente complicado adquirir todos os volumes anteriores. Prefiro investir em shoujos novos, que serão publicado em breve (Lovely Complex, Ore Monogatari) e continuar comprando os que acompanho (Orange, Aoharaido).
    Apreciei muito esta primeira publicação. Mesmo sendo uma desconhecedora da obra, achei a análise do mangá bem completa. Serei uma seguidora deste site.

    Gostaria de, futuramente, sugerir uma análise do mangá NANA, de Ai Yazawa. Creio que, apesar do problemas de saúde da autora, ela tenha se perdido em determinado momento da obra, assim como a autora de Kimi ni Todoke. Já reli o mangá diversas vezes para ter esta impressão. Adoraria ler as suas impressões sobre a obra, caso a tenha lido.

    Sucesso para o site.

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  13. Cada volume que leio de kimi ni todoke me faz ficar mais apaixonado ainda pela obra ‘-‘
    Sou apaixonado pelo casal Ryu e Shizu, é por causa deles que quero desesperadamente o vol 24 em mãos ❤

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  14. Quando lançou Kimi ni Todoke aqui no Brasil, eu fiquei enfórico em começar a ler e colecionar… Mas veio a falta de money junto com a canseira de acompanhar pelo computador e acabei desistindo kkk Mas quando vi que já tinha passado do volume vinte, fiquei meio assustado com o comprimento da série, porque shoujos não costumam ser tão duráveis, além do que geralmente quando tem muitos volumes a história se perde (mas há exceções!!)
    Por isso ficava me perguntando como a autora tinha conseguido continuar a história por tanto tempo sem se perder (porque parecia que ela não tinha se perdido pela venda nos hankings da oricon), mas vejo que se perdeu mesmo… Realmente, parece que chega uma hora que a história precisa acabar… Porque não tem mais conflitos para ela continuar simplesmente… Com shoujo é mais fácil perceber isso que shounen, porque não tem como ficar jogando lutinhas para lá e para cá para fazer a história mais longa. Shoujo lida principalmente com sentimentos, e aí é que está sua complicação!
    Ainda sim, fico com vontade de dar uma olhada na história e, apesar de tudo, fico feliz que um shoujo tenha tanta presença assim em número de volumes nas bancas. É um tapa na cara dos shounen, dizendo “eu também posso ser infinito se eu quiser, tá?!” kkk Mas talvez seja uma questão de tempo para se acertar de novo (quem vê série sabe que mesmo depois da pior temporada, pode vir uma temporada ótima ^^)…
    Meus parabéns pelo novo site \o/ Sempre acabo acompanhando muitos shoujos e nem sempre os sites de anime/mangá falam muito sobre o gênero, mal posso esperar para próximos posts 🙂

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  15. Também sou uma daquelas que se desanimou com o desenrolar de Kimi ni Todoke, sinceramente só continuo comprando o mangá pelo fato de serem poucos shoujo mangás no mercado brasileiro e para completar a minha coleção e sinto falta do tempo em que me empolgava quando via um volume novo nas bancas. Quando lembro que a autora de Kimi ni Todoke e a mesma de “Crazy for You” fico meio receosa quanto a sua conclusão, pois “Crazy for You” teve um final muito injusto na minha opinião. O jeito é torcer para que a série termine logo e tenha um final aceitável.

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  16. Me lembrou bastante na época do Hana Yori Dango que a autora precisou criar dramas dispensáveis e enrolar o máximo possível porque o mangá era aquele sucesso estrondoso. Acabou com 36 volumes e uma história que caberia facilmente em 15.
    A questão é que por lá, eles dã mais valor a $$ do que qualidade, eu imagino. One Piece é um exemplo, embora continue com o sucesso bruto.
    Só espero que finalizem Kimi no Todoke com glória 😦

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  17. Kimi ni Todoke virou uma merda depois do 19, a autora se perdeu por completo, realmente tá parecendo Bleach ou SAO. A proposta inicial foi pro lixo, e se o mangá não acabar logo, corre o risco de ser mais um Vampire Knight da vida.

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  18. É lamentável o que o sucesso estrondoso proporciona, juntamente com mentes gananciosas. Isso é visto tanto no mundo audiovisual, quanto o literário. Louvável seja Takano Ichigo, que concluiu Orange no auge, mesmo com uma tiragem imensa, com um arco fechado e sem enrolação. O próprio Aoharaido apresenta algumas repetições irritantes em seus pouco mais de 50 capítulos, imagine Kimi ni Todoke, com mais de 100.

    É como se a autora nos impedisse de presenciar o fim desta história, que por mais que um dia chegará, nunca será o mesmo caso houvesse da mesma de terminá-lo de maneira sensata. Uma pena.

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  19. Shiina! Vai ler Bakuman, vai.
    A pergunta tá bem definida lá: terminar no auge ou esticar vergonhosamente um sucesso apenas pelo lucro?
    O que é isso? Insegurança de não conseguir lançar outro sucesso depois desse?

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