Os altos e baixos de Watashi ga Motete Dousunda

watashiheaderO que esperar de um harém de uma fujoshi?

Esse texto deveria ser só uma resenha comum. Escrevi tudo o que mais gosto em Watashi ga Motete Dousunda, o que espero de seu futuro e também algumas coisas que me deixam incerta sobre o desenvolvimento. A segunda parte desse post não foi planejada e fiquei me perguntando se deveria mesmo adicioná-la e deixá-la permanecer até o fim. Escrevi, li e, sim, acabei permitindo que ficasse, até porque não seria justo comigo ou com as pessoas que cogitam acompanhar a obra, não seria justo escrever todos os meus argumentos da maneira mais sincera possível e acabar ignorando um tópico por ser um “tabu” ou por ser “só um mangá“. Meus comentários finais esclarecem o que disse agora, então acho que só resta desejar uma boa leitura a todos. (Boa leitura!)

A HISTÓRIA

Serinuma Kae é uma aluna gordinha do ensino médio que é uma completa fujoshi e que, secretamente, “shippa” seus colegas de classe, Igarashi-kun e Nanashima-kun. Após a morte de seu personagem de anime favorito, Serinuma entra em colapso e perde peso rapidamente. Ao se recuperar, a garota volta para a escola e agora parece ter se tornado uma garota bem atrativa para seus colegas de classe Nanashima-kun e Igarashi-kun, assim como para o primeiro-anista Shinomiya-kun e seu senpai Mutsumi. Como ela lidará com esse harém sendo que ela só tem pensamentos de uma fujoshi e otaku?

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CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS

Watashi ga Motete Dousunda é um mangá shoujo de Junko, publicado em 2013 na revista Bessatsu Friend, a mesma de L-DK Vitamin – título publicado no Brasil pela editora JBC. A obra ainda se encontra em andamento com cerca de sete volumes encadernados, tendo também dois dramas CDs que foram vendidos juntos com edições especiais de volumes da série.

COMENTÁRIOS GERAIS

Odeio harém inverso. Odeio principalmente o modo como as mangakás insistem em criar uma protagonista “inocente” que enrola mais de 15 volumes para decidir com qual personagem ficar, mesmo agindo da maneira mais vulgar possível. Foi nesse ponto que a obra me pegou tão desprevenida e me cativou. A autora fez uma protagonista sem muitas ambições em sua vida amorosa e com senso comum nenhum quando se trata de namoro, o que faz com que a mesma não tome atitudes clichês, típicas de histórias do gênero, sendo impossível não cair na risada ou ter uma adoração por Serinuma; a obra não se acomoda com o estereótipo de “Beth, a Feia” – ela usa sim essa ideia como base, mas traz algo inédito junto dela.

Quanto a parte estética do mangá, posso dizer que os meninos são bem mais bonitos que as meninas, mas… Isso se aplica ao fato de que Watashi ga Motete Dousunda é o primeiro shoujo da Junko! What?! Isso mesmo! São exatos dezessete títulos yaoi e shounen-ai antes da publicação de Motete – incluindo doujinshis de Haikyuu!! e Prince of Tennis. Junko entrou sem ter desenhado nada da demografia, mas suas experiências com os mangás passados só a ajudaram a tornar a obra tão incrível e divertida ao retratar o dia-a-dia da protagonista.

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Falando em protagonista, irei apresentá-la. Serinuma Kae é o que podemos chamar de “autêntica otaquinha”, ela só tem olhos para seus personagens 2D e assume uma personalidade muito cômica ao mostrar que eles estão acima de tudo para ela, incluindo um harém de meninos bonitos. Começando o harém de Kae, temos Nozomu Nanashima, colega de classe da protagonista; o garoto não é nada sensível, fala tudo que pensa e não demonstra cuidado algum com a personagem antes de ela emagrecer. Depois dele temos Hayato Shinomiya, um tsundere sem amigos do tipo frio, tímido e que é um ano mais novo que Serinuma. Asuma Mitsumi é o “senpai” da história; ele tem uma personalidade muito gentil, calma e que nunca tratou a personagem com indiferença, apesar de ser bem avoado. Shima Nishima é uma garota – sim, uma garota – que, assim como a protagonista, também é fujoshi, fazendo com que sua aproximação com a outra tenha sido fácil e rápido; Nishima ainda é rica e popular com as meninas da escola por causa de sua aparência máscula. Yusuke Igarashi é o que podemos chamar de “protagonista masculino” do mangá; Igarashi é bem normal comparado aos outros, mas sua atenção e cuidado com a protagonista dão destaque ao seu personagem.

Watashi ga Motete Dousunda é um dos shoujos que aposto que tenha um futuro anime. Por quê? No ano passado, o quinto volume da série ganhou o primeiro dorama CD e o segundo foi lançado no dia 13 de outubro, junto com o sétimo volume encadernado, sendo que os dubladores são de “peso”. Kana Hanazawa (Akane de Psycho Pass) como Kae Serinuma, Yoshimasa Hosoya (Arata Wataya de Chihayafuru) como Yuusuke Igarashi, Hiroshi Kamiya (Takashi Natsume de Natsume Yuujinchou) como Hayato Shinomiya, Takahiro Sakurai (Misaki Takahashi de Junjou Romantica) como Asuma Mutsumi, Tatsuhisa Suzuki (Haru Yoshida de Tonari no Kaibutsu-kun) e Chinatsu Akasaki (Shinka Nibutani de Chuunibyou demo Koi ga Shitai!) como Shima Nishima. Acredito que já deu para perceber, mas para os mais “lerdinhos”, eu explico: todos os dubladores aí em cima, talvez com exceção da Chinatsu Akasaki, tem um currículo cheio de papéis importantes e em animes importantes. Me diz, com pode um time assim pode não ser o projeto para um futuro elenco de um possível anime? Fico nas expectativas.

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E para quem sofre esperando aqueles capítulos novos dos gringos (que não saem nunca) tenho boas notícias: o Crunchyroll publica o mangá em seu site com o nome “Kiss Him, Not Me”, lembrando que o site tem autorização dos japoneses e fazem todo o trabalho legalmente. Para a alegria dos fãs de shoujo, Watashi ga Motete Dousunda é atualizado mensalmente – já que essa é a periodicidade da revista japonesa – e um novo capítulo é postado poucos dias após a publicação da Bessatsu Friend, ou seja, sempre estão em dia. Infelizmente a obra é a única da demografia no Crunchyroll (desconsiderando Orange, pois, provavelmente, só o conseguiram porque o mesmo mudou de revista e passou a ser seinen).

Watashi ga Motete Dousunda quebra clichês, porém… Até que ponto esse aspecto será positivo para a série? Acontece que conforme os capítulos vão passando, Junko não parece estar certa de que caminho seguir e começa a rechear o mangá com tramas que se iniciam e que acabam no mesmo capítulo; ela cria um clima, mas não procura trabalhá-lo, arranjando uma solução fácil. A autora pode fugir das histórias datadas, porém uma hora ela vai precisar se render e fazer com que o roteiro trilhe uma sequência de acontecimentos, pois do jeito que está, parece que a mesma está mais dedicada em trabalhar com “extras”, não desenvolvendo o que os leitores estão curiosos para saber: a protagonista é capaz ou não de se apaixonar por um personagem 3D ou ficará apenas no 2D?

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Com essa passagem de “extras” a autora também acaba dando prioridade para capítulos que são focados em apenas um personagem, deixando Serinuma mais de lado. Mais uma vez é uma característica coringa: de um lado há todo o fato do leitor poder se aprofundar nos pensamentos das pessoas que estão em volta da protagonista, fazendo com que cada personalidade possa ser trabalhada individualmente – e assim ganhando toda a admiração e “shippagem forte” de quem acompanha –, porém, por outro lado, faz com que Serinuma não seja tão especial quanto deveria ser. Junko nos priva dos sentimentos de Serinuma, nunca podendo tirar uma conclusão de que ela teve o famoso “friozinho na barriga” por algum personagem.

A GRANDE PROBLEMÁTICA DE WATASHI GA MOTETE DOUSUNDA

Essa parte apresenta spoilers que foram necessários para compor este tópico. Ler daqui em diante é por conta e risco.

O mangá me conquistou por me fazer ter uma visão diferente de obras com harém inverso, por criar uma personagem tão cativante que não esquece de seus princípios mesmo quando muda drasticamente sua aparência física. Mas há algo me irrita, aliás, não é só o fato de “irritar”, mas que me faz odiar Watashi ga Motete Dousunda.

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No total são cinco personagens interessados em Serinuma – quatro garotos e uma garota. Agora, como ganhar o coração da mocinha quando se tem tantos concorrentes, não é mesmo? Por que não dar em cima dela individualmente, não só para tentar conquistá-la, mas também chamar atenção dos leitores? Acredito que esse seja o pensamento de Junko. No começo o shoujo tinha um “fanservice” bem básico, perdoável, o suficiente para agradar os leitores. Mas só isso não bastou, não foi o suficiente. Junko acabou transformando Serinuma em um brinquedo próprio.

No capítulo 6 os personagens masculinos tentam de várias maneiras ganhar atenção de Serinuma – seja jogando ela contra a parede, dando comida no mesmo palitinho usado, pegando a mão dela ou então caindo em cima dos peitos da garota “sem querer” – um seguido do outro. No capítulo 7 ela tem um colapso. Serinuma diz a eles que está em seu limite e não aguenta aquilo. Não era certo, porém relevei e deixei passar. Até que…

No capítulo 27 os seis personagens acabam perdidos em uma ilha amaldiçoada, só que a protagonista acaba separada do grupo junto do senpai, Mutsumi. Ela está inconsciente, doente, e ele acha uma barraca na qual os dois podem se abrigar, já que uma tempestade está caindo sem dar trégua. Serinuma está ardendo em febre e mesmo com uma coberta improvisada, ela continua tremendo. O que o Mutsumi faz? Tira a roupa dela, a dele, entra debaixo das cobertas e a esquenta com o “calor humano“. Com ela desacordada.

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Até agora eu só citei meninos, porém Junko também usa Nishima para brincar com a protagonista. No capítulo 9 todos estão reunidos na casa da garota e ela pede para que os meninos sejam seus modelos – tudo com um fanservice para as duas fujoshis –, mas na hora de dar um exemplo para a pose em que eles deveriam fazer, Nishima usa Serinuma como modelo e… Rouba o primeiro beijo da protagonista.

Não se trata de serem personagens masculinos ou femininos, mas sim do modo como a autora usa e abusa – literalmente, é abuso – de sua personagem principal. E o pior? Em um momento ela dá oportunidade para que tudo aquilo acabe, para que Serinuma finalmente tenha chance de escolha, já que todos os interessados se declaram, porém ela termina esse arco com uma piadinha e o assunto morre. Ela faz de propósito. “É só um mangá.” Sim, é, porém não significa que deva achar certo só por ser pura ficção. E, acredite, os exemplos que dei aí em cima nem foram todos.

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COMENTÁRIOS FINAIS

Não sou feminista, não me veja como feminista – o que não me faz ser machista também, por favor –, e não escrevi isso para chamar atenção ou porque o assunto agora é considerado o mais polêmico da internet. Não quero dar uma de “moralista“, esse tópico está aí, porque é algo que me irrita como leitora. É a parte de mim que me faz ter um pouquinho de senso crítico para não aceitar tudo que vejo pela frente, que não me faz engolir tudo que é ficção só por não existir ou aceitar qualquer cultura, pois “é assim que as coisas funcionam“. Quando digo que não sou feminista, quero dizer que só sei o conceito básico do que se trata, que apoio a causa, mas não sou. E que isso também não me torna uma ativista. Então, se ler isso, por favor, entenda meu ponto de vista.

Para ser sincera, depois de tudo que escrevi fico me perguntando se continuarei lendo a obra do mesmo jeito. Tenho plena consciência das problemáticas que ele carrega – assim como também sei que diversos shoujos e joseis por aí trazem consigo sexismo e machismo disfarçados –, mas também não cabe a mim impedir alguém de ler por “não ser o correto“. Continuar acompanhando ou começar a acompanhar é de responsabilidade do leitor, não me intrometo e não julgo, porém acho que para mim já deu o basta. Junko fez características que realmente admiro, mas esses pontos positivos não justificam os negativos.

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17 comentários sobre “Os altos e baixos de Watashi ga Motete Dousunda

  1. Eu comecei a ler esse mangá, mas não continuei(assim como muitos). Parei de ler no começo do vol.2 acho. Preciso continuar ^^
    Ah, talvez, TALVEZ ele vire anime sim. Vi no Twitter uns dias atrás que dia 12/3 vão fazer um anúncio sobre esse mangá 🙂
    Sério? xD eu adoro harém inverso huahuauhahua
    Mas tmb é pq eu jogo otome games então meio que tá explicado xD
    Eu entendo qnd vc fala que odeia protagonistas que demoram 15 vols. pra escolher com quem ficar, tmb odeio isso em mangás shoujos. E tmb quando elas são bobonas ou irritantes =.=’
    Diferente de otome games(embora algumas sejam super bobonas xD), as protagonistas não enrolam pra escolher, já que vc escolhe logo no começo quem vc quer e vc só segue a rota até ela ficar com ele hehe
    Fora a Junko tem mais 2 mangakas que são de yaoi e também fazem shoujo(embora BEM menos): Hoshino Lily e a Togura Tohru(ela inclusive faz ilustrações por fora, como freelancer).
    Eu adoroooo os mangás yaoi da Junko 😡 Kimi Note e Recipe no Ouji-sama são bem legais *não sei se vc lê yaoi tmb* ^^”
    Escrevi demais D:
    Adorei a matéria e to adorando o site 😀 parabéns!!!

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  2. Gostei da resenha, não vou ler o mangá porque achei um absurdo esse tipo de situação onde a garota vira objeto dos outros personagens, posa de indefesa, etc. Muito comum nos mangás shoujo, por sinal.

    Achei desnecessário dizer que não é feminista, principalmente, 1) porque se não fosse o feminismo talvez você não estivesse escrevendo resenhas na internet e sim fazendo alguma outra atividade considerada feminina, como algum tipo de trabalho doméstico ou cuidando de filhos, sem muita possibilidade de estudo/trabalho também. 2) Você percebeu um abuso e falou dele, não tem nada de feminista nisso, e sim de senso ética e moralidade.

    De qualquer forma, eu fico bastante satisfeita em ter um novo site shoujo para eu acompanhar \o/.

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    • Olá, Rubia! Concordo com o fato de que se não fosse o feminismo talvez não tivesse escrito esse tópico, mas mesmo assim não me considero feminista e explicarei o porquê. É um exemplo bem bobinho, sem conexão com o assunto, mas acho que assim fica mais claro: vamos supor que uma banda X apareça, eles tem um som bacana e algumas músicas até são adicionadas no meu Spotfy ou o que for, gosto deles, mas não os conheço o suficiente para ser fã, talvez um dia chegue lá, porém não agora. É isso que quis dizer com o fato de não ser feminista. Sei pouco demais para me considerar uma.
      Fico contente em saber que quer continuar acompanhando o site, Rubia. Muito obrigada pelo comentário e volte sempre que puder e quiser. ;3;

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  3. Achei incrível esta análise! Dei uma olhada nesse título pela enciclopédia aki do site e achei sensacional a ideia de um harem inverso com uma fujoshi no centro, e até pensei em começar a ler.
    Agora, lendo seu texto, acho que só vou dar uma olhada no anime se tiver. Odeio isso sobre os mangás, o fanservice exagerado estraga muitas obras, sejam shounen ou shoujo… Dá muita raiva o papel sexista que colocam nas protagonistas de histórias que tinham premissas tão bonitas :'(…
    O meu maior medo, vendo essas coisas, é que isso seja um reflexo da sociedade japonesa. É díficil engolir coisas como as que você citou, fico feliz de ter falado sobre isso no post.
    Pra mim não é só um mangá, muita coisa que ja li, ao ver hoje fico embasbacado com o abuso que tinha ali e eu não percebi…
    Só tomei um susto quando você disse que não era feminista kkk Mas depois você explicou sua posição de boas e aí eu entendi kkk
    Muito obrigado por este post! Sério mesmo! Acho que falta esta visão crítica nos mangás em vários sites por aí… Esperando pelo próximo :3

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  4. Me abstenho de comentar por não conhecer plenamente a obra. Mas, gostaria de apontar uma correção: o seiyuu que faz a voz do Igarashi (e do Arata – citado por você) é o Yoshimasa Hosoya.

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  5. Olá,
    Que ótima resenha! Gostei tanto que cliquei em “resenhas” para ver se tinha mais! Que pena que é a única D:
    Achei seu ponto de vista muito válido. Para ser sincera não aguentei sair do primeiro capítulo por não gostar de harém inverso, e também essa coisa de “do nada ela ficou linda e adorada”… sei lá… pra mim não desceu!
    Então não sabia disso que acontecia depois. Realmente eu não iria gostar.
    Achei muito importante o que você falou. Obrigada pela resenha… pretende fazer mais?

    Ps: entendi que você quis dizer que não era feminazi, não sei pq as pessoas não entenderam, mas enfim.

    super beijos

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    • Olá, Isabela! Primeiramente, obrigada pelo elogio, fico feliz em saber que gostou da resenha. Respondendo a sua pergunta, pretendo sim escrever mais reviews e a pouca quantidade das mesmas só se deve pelo fato do site ainda ser bem novo (uma semaninha de vida, huahaha), mas saiba que outras já estão em fase de produção e devem sair logo. Obrigada pelo carinho, Isa!

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  6. Gostei muito da resenha, realmente vi a sinopse desse mangá e salvei ele em meu app mas ainda não me chamou muita atenção pra ler. Ultimamente também não tenho paciência com harém reversos, o único que consegui assistir foi Brothers Conflict (acho que pq na época eu nem sabia o que era o gênero harém) … é que gosto de uma coisa mais slice of life, escolar, mais triângulo amoroso, traição, confusão, e etc… Pelo jeito você falou deles estarem em uma ilha amaldiçoada.. isso é fantasia/sobrenatural, ou eles estavam apenas com medo de algo na ilha?
    Enfim, parabéns pela resenha! 🙂

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  7. Sou tão fujoshi que fico é shippando o povo junto com a protagonista ao invés de torcer por um casal hétero. Me identifiquei pra vida. Um ponto péssimo pra mim em shoujo é justamente essa coisa de dois – ou mil – machos querendo uma protagonista… principalmente porque ela sempre escolhe o pior, em nome do amor, oh vontade de matar! Mas graças a Deus existem exceções em que se escolhe direito, como em Hirunaka no Ryuusei ❤ Enfim, não ligo muito pro cenário atual do mangá (li até o cap. 23), mas até eu já notei que não tem nem como escolher nada ali. Ainda não cheguei nessas partes mais abusivas, mas fiquei meio tristinha aqui, não tenho muita tolerância pra mulher (ou homem) objeto, nada me incomodou tanto até agora, mas só de ler sobre a cena do 27 já desgostei… isso que os BL da Junko são bem certinhos, se bem lembro.

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  8. Concordo com a resenha, com exceção da parte que diz que não é feminista, pois na verdade qualquer um com bom senso é(feminismo é só acreditar que ambos os sexos merecem os mesmos direitos, mas eu entendo porque alguns grupos feministas mancham a imagem fazendo estardalhaço por causa de kinder ovo rosa e essas coisas, mas no geral só isso), também fiquei já decepcionado com o mutsumi, ele parecia bem ok, parecendo que ”foi na onda” para dar em cima da Serinuma (to acompanhando o anime e só li o primeiro capítulo do mangá) espero que no anime mudem essa cena ao menos, Serinuma me cativou pois é determinada e não tão indefesa(misaki ayuzawa é a melhor personagem de shoujo na minha opinião justamente por isso) eu espero realmente que desenvolvam melhor o anime nesse sentido.

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