Resenha Lovely Complex, de Aya Nakahara (Volume 2)

lovecom2Volume 2… mas já?

E depois de uma ótima repercussão com a resenha do primeiro volume, darei continuação com comentários sobre Lovely Complex! Como a série está no comecinho e só acompanhei o anime (aos picados) será mais fácil de fazer os posts. Bom, a ideia na realidade é fazer resenhas de material nacional com frequência já que, tecnicamente, os volumes estão ao “alcance” de todos. Agradeço todo o apoio e tentarei manter uma estabilidade no site, enfim, vamos falar do segundo volume desse mangá hilário.

Lovely Complex Volume 2 Editora Panini Resenha (21)Sinopse do segundo volume disponibilizado pelo site da editora Panini:

Com todo o clima romântico no ar e tantos pares de namorados formados à sua volta, Koizumi e Otani continuam livres, leves e soltos na disputa de quem encontra primeiro uma paixão. Contudo, surge uma garota do passado de Otani, o que parece colocá-lo na dianteira do amor!

Lovely Complex Volume 2 Editora Panini Resenha (8)O grande destaque do volume vai para as aparições de Kanzaki e Haruka Fukagawa, ex-namorada de Otani e amigo de infância de Risa, respectivamente. É engraçado como a autora coloca esses dois personagens visando conflitos – e ataques de ciúmes? – em ambos os protagonistas, mas sem perder o bom humor. O desfecho que há entre Kanzaki e Otani no meio do volume é o que descrevo como “seria cômico se não fosse trágico”, já a aparição de Haruka traz tantos xingamentos bobos para se referir ao baixinho que não tem como não rir – chamar o garoto de “meia-porção” foi demais. Aya Nakahara insere diferentes personalidades, porém, ainda sim, cutucando os complexos da giganta e do baixinho. A mangaká faz bullying com os protagonistas, mas não perde a piada. (Goxxxxxto assim, hahaha.)

Lovely Complex Volume 2 Editora Panini Resenha (10)Uma jogada bem interessante que não havia aparecido no primeiro volume foi o que o cinema e o teatro chamam de a “queda da quarta parede”. Não sei se nesse caso poderia usar o termo, porém é basicamente o que a autora faz para contribuir ainda mais com o ar cômico que o mangá proporciona. Posso citar dois exemplos que surgiram enquanto lia, o primeiro foi quando a ex-namorada de Otani aparece e Risa a confundi com Chiharu, dizendo: “Esqueceram de pintar o cabelo da Chiharu-chan?! Avisa a autora!!”; o segundo aparece depois de mais da metade do mangá quando o Nakao e a Nobuko começam a narrar os supostos pensamentos de Otani naqueles balões próprios para reflexões – momento que não aparece apenas uma vez, mas sim duas. É bobo querer comentar isso, mas não é comum que as histórias cruzem a realidade com o fictício, tanto que quando aparecem fazem tal quebra de forma sutil, tímida; um shoujo que me lembro de ter usado essa linguagem, foi Ultramaniacna época em que os dinossauros habitavam a Terra e os mangás custavam R$9,90 – que fez, apenas, um comentário de um personagem relacionando a obra com o anime. Não espero que seja um fenômeno frequente, porém a autora usa essa ferramenta tão bem que nem me incomodaria, pelo contrário, fico na expectativa que aconteça.

Lovely Complex Volume 2 Editora Panini Resenha (15)O volume dois traz o “princípio” do amor de Koizumi por Otani, carregando reflexões da protagonista sobre gostar ou não do menino. Sinceramente, acreditava que demoraria um pouco mais para acontecer, e admito que temo essa faísca por poder se transformar em fogo muito rápido. Era óbvio que em algum momento eles perceberiam que se gostavam? Sim, claro, porém o que me fez comprar Lovely Complex foi essa comédia que se destaca quando comparado aos outros shoujos, e a partir do momento em que ele se entregar de vez aos clichês, ele decairá. Posso estar sendo prepotente, porém acontece com frequência, o que difere um título para outro é quando e como tal fato acontecerá. Pegarei Heroine Shikkaku, de Koda Momoko, para exemplificar; o mangá é excelente no quesito comédia, traz uma trama inovadora com o uso da anti-heroína como protagonista, mas cai bruscamente quando se entrega aos clichês. Ele se torna normal. Então, só peço… Por favor, Aya Nakahara, quebre minha cara e faça com que eu morda a minha língua (ou os meus dedos, no caso).

Lovely Complex Volume 2 Editora Panini Resenha (1)Sou do tipo que analisa as próprias coleções minuciosamente, sempre procurando erros quaisquer que sejam e vendo se está tudo certo. No volume dois de LoveCom há um erro da gráfica na lombada que só pode ser percebida quando comparada a lombada do primeiro volume, o que está em cima não fica alinhado com o que está alinhado em baixo, sendo bem aparente quando olhamos a numeração dos volumes; o “1” acaba mais elevado que o “2”, deve haver uma diferença de dois milímetros, mas né. Colecionadores entenderão.

No mais a edição não apresenta nenhuma falha. A série é bimestral e o segundo volume tem formato de 13,7×20 cm, contendo 184 páginas e a preço de R$12,90, sendo publicado no Brasil pela editora Panini.

O material desta resenha foi adquirido pela redatora.


Lovely Complex Volume 2 Editora Panini Resenha (2)

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14 comentários sobre “Resenha Lovely Complex, de Aya Nakahara (Volume 2)

  1. Uma resenha tão boa quanto a primeira. Espero ver comentários seus de todos os volumes da série. Já li LoveCom uma vez e acho que você não vai se decepcionar. 😉

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  2. Não sei se já te falaram isso antes, mas acho que as suas resenhas e as de seu namorado possuem algo diferente do que costumo ver em outros sites. Provavelmente porque vocês analisam a obra de um ponto de vista pessoal e ao mesmo tempo técnico, tomando o cuidado para não tornar tudo superficial demais ou técnico demais. Falar de shoujo não é algo fácil e você faz isso com muita propriedade, da mesma forma que gosto muito das resenhas dele de shounen. Muitas pessoas acreditam que é tudo mais do mesmo, mas falar tão bem assim seus textos é uma tarefa difícil e que requer muito carinho pelo que faz.
    Parabéns por mais essa resenha e espero ver este site alimentado com muitos outros textos, Miyuki!

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  3. Ótima resenha, ainda mais por ter várias imagens como a primeira.

    Eu também só vi uns poucos episódios do anime de Lovecom, então não sei tanto dos acontecimentos da história. Mas, como você disse, eu pensei que demoraria mais pro amor dos dois surgir. Pra uma série de 17 volumes, achei muito cedo, e tenho medo que isso avance rápido e LoveCom se torne só mais um shoujo comum de romance escolar.

    Espero que a autora não me decepcione nisso, e mesmo depois de o romance avançar, o mangá não perca muito de sua comédia, que é, afinal, seu diferencial de outros shoujos de romances escolares.

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  4. Miyuki, eu ameeeeeeei sua resenha! Eu amei o primeiro volume de LoveCom e tô louquinha pra ler esse segundo, ainda mais depois dos seus comentários! Sei que é um mangá longo e criar expectativas demais é errado, mas acho que LoveCom tem chance de se tornar um dos meus mangás favoritos.
    Ai, amo seus textos, fotinhas, comentários, tudo! Me nota, senpai! hahahahahhaha ♥

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    • Olá, Rita! Obrigada pelo comentário caloroso e pelas suas palavras tão animadoras, você não sabe como elas me motivam para continuar fazendo conteúdo para o site. Com relação ao mangá não tenho tanta fé que ele se torne um dos meus preferidos (já que sou extremamente exigente lol), mas sei que dará uma ótima coleção.
      S-senpai? Q-quem? huahuaha Acho que foi comigo, então… Te notando, Rita! XD ❤︎

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  5. Queria em primeiro lugar agradecer suas resenhas. Foi graças a do primeiro volume que comprei LoveCom e essa me encorajou a ir no dia seguinte até a comix comprar o segundo. Você me convenceu com as suas palavras a dar uma segunda oportunidade para Lovecom já que eu havia desistido de comprar na época do anúncio. Mais um ótimo texto seu. 🙂

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  6. Engraçado como as coisas são. Recebi suas resenhas através de uma amiga e pude notar como o mercado no Brasil segue tão retroativo. Estou de férias na Europa, mas moro no Japão e aqui Lovely Complex continua tendo um sucesso relativo dentro das suas realidades. As pessoas que gostam de shoujo mantém o título em um nível bem próximo a outras séries como HanaDan, por exemplo.
    Mas mudando de assunto, gostei de ler sua resenha por você conseguir dar uma primeira impressão para alguém que até então não tinha lido a série e está “descobrindo” os prazeres de Aya Nakahara. A autora tem muitas qualidades que sinto falta no line-up atual da Betsuma, por exemplo. A nova obra de Sato Zakuri é uma vergonha pra tantas coisas boas que já saíram daquela antologia.
    Recomendo o josei que a autora faz no momento, ダメな私に恋してください, que acompanho aqui na revista You, da Shueisha. Acho que pode te agradar bastante se você parar e notar com calma as qualidades na comédia implementada pela autora.
    Acompanharei todas as suas resenhas. Tem sido uma experiência interessante. 🙂

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  7. Oi, Miyu! Te acompanhava no ChuNan e agora estou muito feliz em poder te ver aqui em um espaço dedicado aos shoujos. Nem tenho muito o que comentar sobe LoveCom, você disse tudo que pensava. Só vi o anime e estou amando o mangá!
    Você vai fazer comentários assim também de Ore Monogatari? E espero que dê Yakumo também!
    Beijos!

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  8. Love Com é engraçado pois em alguns momentos ele deixa de ser um mangá de comédia e passa até uma sensação de drama. Já percebeu isso? Eu adorei o segundo volume. Também comprei na Comix graças a você. ^^

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  9. Quando li antes, talvez por ler muito rápido via scan, com tradução ruim, eu fiquei com uma impressão incômoda da série. Mas vou dar uma chance com certeza, até porque, shoujo no Brasil é como achar pepita de ouro no meio da rua.

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  10. Li sua primeira resenha,depois de procurar avaliações sobre Lovecom na net,adorei ela,por ter varias fotos do manga,isso incentiva quem ainda não conhece Lovely Complex,essa segunda também ficou ótima,espero ler aqui resenhas de todos os volumes.

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    • Oi, Angela! Tudo ótimo! ;3;
      Apesar do pequeno (grande) atraso, pretendo fazer resenhas dos próximos volumes sim, até o final da série. Muito obrigada pelo carinho e consideração, viu? Aprovei seu comentário porque além de tudo também fico esperando por determinados posts de outras pessoas e sei como é estar no seu lugar ou de outro leitor(a), mas te peço, por favor, para não citar outros blogs de forma tão explícita; não queremos entrar em conflitos por comparações de x ou y, até porque conhecemos várias pessoas de vários sites.
      Espero não ter sido rude com você. Peço mil desculpas pelo atraso das resenhas. (E aguarde por elas também, pls! <3)

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